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Jardim Botânico - RJ Historical

Juan Gutierrez - Jardim Botanico

História

Por Steve Yolen

A American Society do Rio de Janeiro tem uma longa e distinta trajetória, fundada em 1917, quando o planeta estava no auge da terrível conflagração da Primeira Guerra Mundial e soldados americanos eram enviados para a França. Um grupo de mulheres americanas no Rio se reuniu para confeccionar curativos para o esforço de guerra; seus maridos decidiram que a comunidade americana, neste distante posto avançado, precisava de uma organização completa para apoiar a iniciativa das esposas e manter a comunidade unida em uma cidade estrangeira.

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Ao longo das décadas seguintes, a cidade anfitriã, o Rio de Janeiro, passou por consideráveis transformações. Embora fosse a capital do Brasil na época, o Rio ainda era, em termos mundiais, um local relativamente isolado até a década de 1930. Então, a cidade explodiu no cenário internacional, tornando-se uma das poucas capitais vibrantes do mundo. De repente, todos estavam “Voando para o Rio” (“Flying Down to Rio”).

Durante os primeiros 50 anos de sua existência, a American Society foi, em muitos aspectos, como descreveu o Anuário do 50º aniversário, “o braço não oficial da política externa americana no Brasil.”

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O saudoso Reverendo Wallace Williams — presidente da AS que presidiu o jantar de gala do 50º aniversário na residência da Embaixada dos EUA, ao lado do Embaixador John Tuthill — recordou, alguns anos atrás, que “o presidente da Sociedade, naquela época, era considerado quase tão importante quanto o próprio Embaixador. Era algo realmente significativo.”

Gloria - Rio de Janeiro Historical

Juan Gutierrez - Outeiro da Glória

Copacabana - Historical

Juan Gutierrez - copacabana

Durante as suas cinco primeiras décadas, o presidente da American Society of Rio de Janeiro era, geralmente, um dos principais empresários americanos da comunidade, e os membros do Conselho pertenciam, em sua maioria, ao mesmo nível executivo. A Sociedade seguia o mandato estabelecido em seu estatuto: promover boas relações com os brasileiros, celebrar feriados americanos, envolver-se em trabalhos de caridade locais, auxiliar americanos em situação de dificuldade e manter um programa social ativo.

Mais recentemente, a composição do Conselho passou a refletir um grupo mais diversificado, representando o perfil dos americanos presentes no Rio de Janeiro na primeira década do novo milênio.

Em seu auge, nas décadas de 1950 e 1960, a American Society reunia mais de 800 famílias americanas e indivíduos de outras nacionalidades que apoiavam seus objetivos. As poucas histórias orais e escritas sobre a organização citam algumas personalidades importantes que, nas primeiras décadas, foram responsáveis por transformar a Sociedade na principal organização da comunidade estrangeira no Rio de Janeiro: o Embaixador Edwin V. Morgan, que chefiou a missão diplomática dos EUA no Brasil de 1912 a 1933 e foi um grande apoiador da Sociedade; o Dr. Hugh Clarence Tucker, carismático missionário metodista no Brasil e um dos pilares da instituição por várias décadas; Joe Brown e Jim McLean, dedicados defensores da causa; e, mais recentemente, mas não menos importante, Luz Wright, que foi a incansável secretária da Sociedade nas décadas de 1970, 80 e 90.

Pasteur - Rio de Janeiro Historical

Juan Gutierrez - Avenida Pasteur

Invitation to Gala 1950s AmSoc RJ Historical

Como escreveu o jornalista americano, historiador da América Latina, professor e membro da AS Paul Vanorden Shaw em um artigo publicado no Yearbook de 1958 por ocasião do 50º aniversário da Sociedade:
 

“Seus primeiros anos foram caracterizados por mais baixos do que altos, e sua sobrevivência se deve a cidadãos norte-americanos esclarecidos que não permitiram que ela morresse. Durante sua luta pela sobrevivência, muitos dos registros iniciais da Sociedade desapareceram.”

Nesta foto dos fundadores da Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro, é possível ver muitos dos homens que viriam a se tornar os primeiros presidentes da American Society nos anos seguintes. Infelizmente, não é possível identificar quais deles estão presentes na imagem, pois não foram nomeados.

Sabemos, no entanto — por meio dos próprios arquivos da Câmara — que as primeiras empresas-membro foram: American Bank Note Co.; Bethlehem Steel; Burroughs Adding Machine Co.; Citibank N.A.; Cutler-Hammer do Brasil Ltda.; Esso Brasileira de Petróleo Ltda.; Elevadores Otis; General Electric do Brasil; Middletown Car Co.; Midvale Steel; R.G. Dun & Co.; Singer Sewing Machine Co.; e Texaco Brasil S.A.

Historical American Society RJ Presidents

A Sociedade já contou com mais de 80 indivíduos servindo como presidente ao longo de sua história. Talvez o mais lembrado hoje, devido à criação do prestigioso prêmio comunitário que leva seu nome, seja Ralph Greenberg, que sofreu um acidente fatal a caminho de uma reunião do conselho que iria presidir. A lista de vencedores do Prêmio Greenberg é um verdadeiro Who’s Who de americanos ilustres que viveram e serviram de forma altruísta no Rio de Janeiro.

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A primeira mulher — Kem Barbosa — só foi eleita presidente em 1986, 69 anos após a fundação da Sociedade, que ocorreu graças à iniciativa de mulheres americanas. Desde então, outras cinco mulheres já ocuparam o cargo de principal liderança.

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Ao seguir seu caminho no século XXI, a American Society do Rio de Janeiro demonstra, em tempos bons e ruins, um respeito constante e fiel aos ideais de seus fundadores, mantendo erguida a bandeira dos Estados Unidos enquanto promove valores americanos. Continua sendo um dos mais notáveis exemplos de organização comunitária estrangeira no Rio de Janeiro — e, por que não dizer, no mundo.

Um artigo publicado no Brazil Herald em 1980 noticiou que Claire Collins-Cona havia recebido o Prêmio Ralph Greenberg, concedido pela American Society of Rio de Janeiro para reconhecer pessoas que tenham feito contribuições substanciais à comunidade do Rio.

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A matéria destacou o trabalho incansável de Claire em prol de iniciativas comunitárias e projetos sociais, ressaltando que seu empenho refletia o espírito de serviço e dedicação que o prêmio busca homenagear. Também lembrou que o Ralph Greenberg Award leva o nome de um ex-presidente da Sociedade, cuja trajetória de liderança e compromisso com o bem-estar da comunidade permanece como exemplo para todos os membros.

Invitation to Gala 1950s AmSoc RJ Historical

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